Porquê as vendas de pneus recuam em 2025: análise técnica e causas estruturais

A reter: queda de cerca de −4,8 % nos volumes de TC4 em França, rápido crescimento dos pneus para todas as estações (≈38 % no final de 2025), quilómetros percorridos em declínio, restrições orçamentais e guerra de preços. Consequência: pressão sustentada sobre as unidades vendidas e necessidade de recriar valor através da sensibilização, da transparência e de programas de fidelização.

Um mercado sob pressão, mas não em crise

O mercado de pneus francês regista em 2025 uma quebra de cerca de −4,8 1.º trimestre-3.º trimestre sobre os volumes TC4 (turismo, carrinhas, SUVs). Um valor aparentemente modesto, mas revelador de uma viragem duradoura, impulsionada por fenómenos económicos, comportamentais e técnicos — sobretudo o aumento do pneu 4 estações.

1. Uma exigência que se desgasta lenta mas seguramente

  • Volumes TC4 : −4,8 % no primeiro semestre de 2025.
  • Pneus premium : recuo > −5 %; as marcas «económicas» ganham > 10 % de quota de mercado.
  • Preço médio : 111,6 € com IVA incluído, praticamente estável (+0,9 no 3.º trimestre).
  • Percurso : ~50 % preparados online; ~63 % ainda realizados na oficina/centro automóvel.

O mercado torna-se mais racional: o automobilista compara, arbitra e espera mais.

2. A viragem real: a ascensão do pneu 4 estações

a) Um sucesso técnico e de marketing

As últimas gerações (Michelin CrossClimate 2, Goodyear Vector 4Seasons Gen‑3, Nokian Seasonproof, Hankook Kinergy 4S2, etc.) oferecem um desempenho equilibrado de verão/inverno com homologação 3PMSF (floco + montanha). Para o automobilista comum, não é necessário ter dois conjuntos de pneus, exceto para uso em montanha ou intensivo.

b) O impacto matemático no mercado

Até 2018-2020, um condutor em verão + inverno comprava 8 pneus em 3-4 anos. Com as 4 estações, apenas 4 pneus no mesmo período, ou seja, até −40 % em unidades a longo prazo. Em França, a quota de mercado passa de 12 % (2018) para >38 %, segundo estimativas para o final de 2025.

c) Um efeito de contágio europeu

Na Alemanha, Itália e Suíça, as vendas do «4 saisons» já ultrapassam os 45 %. Os fabricantes prevêem um volume menor, mas uma margem unitária superior; por outro lado, os distribuidores e os retalhistas online prevêem uma diminuição do número de unidades vendidas.

3. Outros fatores agravantes

a) Menos quilómetros, menos desgaste

A quilometragem média tem vindo a diminuir desde 2022 (≈ 11 700 km/ano em 2023, tendência confirmada em 2025). O teletrabalho, as restrições, os custos do combustível e as mobilidades suaves reduzem a utilização diária do veículo.

b) Poder de compra e arbitragem «necessário / adiável»

Apesar de uma descida da inflação (≈1,1 % em setembro de 2025), o orçamento para automóveis continua elevado. O pneu é visto como diferível Estamos à espera das promoções, miramos no usado ou no recondicionado.

c) Parque envelhecido e ciclo de vida alongado

A idade média da frota atinge 11,5 anos. Os veículos são mantidos por mais tempo, por vezes com pneus envelhecidos mas «ainda aceitáveis».

Pressão competitiva e guerra de preços

As importações extra-UE retomam (China, Tailândia, Turquia, Índia). Uma investigação antidumping aberta em maio de 2025 ilustra a tensão. As marcas de gama baixa captam clientes da gama média, puxando o cesto médio para baixo.

e) Lei Montagne: efeito regional e sazonal

A obrigatoriedade de equipamentos de inverno (1 de novembro a 31 de março) em 34 departamentos não impulsionou fortemente os pneus de inverno: muitos optam pelos pneus 4 estações homologados 3PMSF.

4. Um comportamento de compra mais digitalizado e oportunista

  • ~43 % dos compradores procuram primeiro informações online; as opiniões e os testes têm uma forte influência.
  • À espera de promoções (French Days, Black Friday) → compras adiadas.
  • Cesto médio em queda; percurso de escolha mais complexo.

Para converter: percurso digital simples, recomendações claras e transparência total (preços + serviços incluídos).

5. As consequências industriais e comerciais

Objetivo Consequência
Volume total Prevê-se uma redução de 4–6 %/ano a médio prazo
Mistura de produtos Prémio em queda, orçamento em alta
Ações de rotação Desaceleração, necessidade acrescida em antecipação
Margens de distribuição Compressão por concorrência, preço e custos logísticos
Comunicação Pedagogia de segurança, desgaste, custo real por km
Leitura: a mutação do mix e dos usos pesa sobre os volumes e a rotação.

Os fabricantes adaptam as linhas: mais referências para 4 estações, gamas de inverno simplificadas, marketing focado na sustentabilidade e segurança ativa.

6. O verdadeiro desafio: devolver valor ao pneu

O pneu não é um simples consumível. O objetivo não é «vender mais», mas sim Vender melhor : provar o valor (segurança, economia de combustível, longevidade, conforto), como é feito na Pneus Online com, nomeadamente:

Conclusão

A queda nas vendas em 2025 revela uma mutação estrutural : as 4 estações invertem os ciclos de substituição. Combinado com um uso automóvel mais racional e um consumidor mais informado, redefine o mercado. O desafio: compensar a diminuição de unidades com mais valor, confiança e legibilidade.

FAQ

O pneu quatro estações desgasta-se mais rapidamente do que dois conjuntos de pneus de verão/inverno?

Pode desgastar-se mais rapidamente com utilização intensiva, mas isso não compensa a diminuição das unidades vendidas associada à passagem de 8 para 4 pneus em 3–4 anos.

A Lei Montagne relança o pneu de inverno?

Passagem significativa: em muitas zonas, a homologação 3PMSF dos pneus 4 estações cumpre a exigência, o que reduz a sazonalidade.

Que marcas de 4 estações exemplificam a tendência?

O novíssimo Michelin CrossClimate 3, Goodyear Vector 4Seasons Gen‑3, Nokian Seasonproof, Hankook Kinergy 4S2, entre outros.